- O que foi? Nunca me viu abrindo a porta?
- De calcinha e sutiã, primeira vez... – Ele riu
- AAAAAAAAAAI MEU DEUS! – Sai correndo pela casa procurando
uma roupa, eu havia esquecido completamente que não estava vestida. Peguei uma
camisa do meu pai que estava ali por perto e vesti fiquei engraçada – Pronto. –
Falei voltando a porta
- Posso entrar?
- Então quer dizer que vai demorar né? AiAi, entra, entra,
tanto faz.
Wesley entrou e sentou-se no sofá do canto e eu fiquei do
outro lado.
- Não faz isso... – Aquela cara de triste me matava por
dentro, mas não sou do tipo que deixa transparecer
- Isso o que?
- Se afastar de mim.
- Só porque eu sentei do outro lado do sofá? – Fui sarcástica
- Para de brincadeira Bruna. É sério.
- Olha, sinceramente, o problema é que eu não o reconheci. Eu jamais pensaria
que você fosse fazer isso comigo por causa de fofoca.
- Mas ai está, eu nunca faria.
- Mas fez. E pra mim chega. Não posso continuar com quem eu
não conheço o suficiente.
- Então tá.
Ele se levantou e foi aonde eu estava, sentou-se ao meu lado
e começou:
- Meu nome é Wesley, tenho 19 anos. Meus pais são separados,
tenho irmãos. Sou surfista e de vez em quando curto tocar violão. Não sou de
sair muito e se saio ou é com os meus amigos com uma menina incrível. Há quase
dois anos atrás eu a conheci e sinceramente foi a coisa mais incrível que já me
aconteceu. Ela tem 17 anos, é completamente maluca, vive grudada com 3 meninas
e um menino que me deixa morrendo de ciúmes mas eu não sei porque, sempre a
primeira em tudo que faz e a capacidade dela de conseguir tudo o que quer impressiona.
Ela é dona do sorriso mais lindo que eu já vi, seus cabelos são loiros e seus
olhos são verdes acinzentados quase mel. A sua gargalhada faz quase toda a cidade
se iluminar e sorrir junto. Suas manias são as mais estranhas e mais engraçadas
que eu já vi. Seus defeitos fazem dela melhor ainda. Ela é belieber e mesmo eu não suportando esse amor todo que ela sente pelo senhor Bieber é maravilhoso a ver a felicidade dela com isso. E até hoje eu não sei como
alguém pode ser tão perfeita. E se perceber posso continuar a descrevê-la, e
acho que sei mais a seu respeito do que a mim mesmo. Tenho zilhões de maneiras
para dizer o quão eu te amo mas ainda sim nenhuma delas vai resumir o sentimento
por completo.
Não teve como, tentei ser o mais forte que podia mas não conti
as lágrimas que foram deslizando sobre meu rosto. Mas fui rápida o suficiente
para limpá-la antes de cair por completo. Wesley pegou em minha mão e foi
chegando perto, um pouco mais, e pronto, estávamos nós ali, nos agarrando no
sofá da minha sala. Quem diria né? Mas aquilo não podia terminar assim, pelo menos
pra mim não. Terminei o beijo e tentei mudar de assunto:
- Já sabe da viajem? – Falei ao me levantar
- Claro que sim, eu que acertei tudo com a sua mãe.
- Hm, então você vai? – fiquei sem graça ao falar
- É, eu vou. E não quero ir viajar sem acertar as coisas.
Não vai ficar um clima legal não acha?
- Só deixa.
- Como assim deixa?
- A gente realmente precisa “resolver”? Não tá bom assim?
São menos problemas e eu não sei se vou me arrepender.
- Você quer isso?
- Só me dá um tempo.
- Todo tempo do mundo se for preciso – Ele riu – Posso ficar
por aqui?
(...)
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